Da realidade que temos para o futuro que queremos: Oportunidades e Tendências
18 a 21 de agosto, no Transamérica Expo Center.
São Paulo, SP
Mais uma vez o mundo vive um período de transição. Não uma transposição natural de um modelo para outro, mas a constatação de que certas apostas não funcionaram. De um curto período de exuberante crescimento, mudamos nossas expectativas em direção a um caminho mais tortuoso.
Precisamos agir com energia e inteligência dentro de uma realidade de curto prazo, sabendo que talvez não seja a que desejamos para o futuro. Há oportunidades à nossa mão. Surgem como solução tópica num período de instabilidade. Ao mesmo tempo, crenças sobre um amanhã diferente têm que ser testadas. Como viver com esta ambigüidade?
Crise é a palavra da época; espera-se que por tempo limitado. Crise é um momento de ruptura no funcionamento de um sistema. Uma vez ultrapassada, os novos comportamentos não se identificam mais com os que a precederam. Aí se encontra a sabedoria do que fazer durante seu período, sabendo que não há volta ao modelo anterior. Não basta fazer mais do mesmo se o cenário mudará.
O que precisamos aprender quando nos referimos às organizações, seus sistemas de gestão e, sobretudo, seu universo humano?
O primeiro desafio é admitir que o processo de mudança não é mecânico, mas quântico.
Na era da informação, por exemplo, não adianta procurar soluções em modelos funcionais clássicos, pois as redes são a nova forma de divisão do trabalho. Também não cabe manter estruturas hierárquicas convencionais, visto que o conhecimento flui horizontalmente. Sabemos, portanto, qual é a tendência. Nossa obrigação é discuti-la, construir ferramentas, propor métodos e lutar por soluções que a viabilizem.
Num momento de contenção e rebaixamento de metas, a perspectiva é a sobrevivência e o foco no resultado imediato. A questão é se os resultados são sustentáveis, pactuados dentro de determinada ética que considere as necessidades de todas as partes. As mais recentes pesquisas em qualidade de vida no trabalho são eloqüentes ao demonstrar que as pessoas não agüentam mais o resultado a qualquer custo. Existe tema mais importante para os profissionais de RH? Esta é a oportunidade para colocar isso na pauta.
Todos buscam o alinhamento do trabalho individual às estratégias organizacionais. Para tanto, é preciso mobilizar, tanto individual quanto coletivamente. Sucede que o nível de consciência sobre os processos e frutos de tal alinhamento amadureceu nos últimos tempos. O papel da liderança, os fluxos da comunicação, as demonstrações de reconhecimento, a lógica da recompensa, tudo isso requer estratégias baseadas nos valores que pessoas e grupos levam para a organização como produto de suas experiências de vida. Mobilizar significa compartilhar com maturidade a construção de expectativas comuns.
Nem todos os ativos, no entanto, estão à nossa disposição, especialmente os intangíveis, relegados a segundo plano pelos gestores do aqui e agora. Dentre eles, a educação em suas diversas expressões, como aprendizagem organizada, fertilização de talentos, estruturação de competências, flexibilização dos formatos do trabalho, renovação do conhecimento, incentivo à criatividade e aceitação do novo. O Brasil não se orgulha de suas conquistas neste campo, comparativamente à maioria dos países. Aqui não há paliativos. O investimento maciço em educação não pode esperar por um cenário econômico favorável simplesmente porque qualquer cenário precisa ser favorável à educação. Esta é uma prioridade para os profissionais de RH e os gestores de pessoas.
Se fizermos um exercício do tipo de – para não teremos dificuldades em encontrar paras como competitividade, produtividade, trabalho colaborativo, coopetição,flexibilidade, atenção aos stakeholders, mudança e sustentabilidade. Não foram identificadas em 2008, mas possivelmente sua importância é maximizada neste e nos anos imediatos. Mas é preciso saber fazer.
As organizações somente conseguirão transformar esta sopa de letras em realidade se começarem, já, a concertar um novo pacto com todos os envolvidos em suas estratégias, a partir das pessoas que nelas trabalham. O mundo está mudando muito rapidamente para esperarmos que os outros façam por nós o que a sociedade está exigindo em modelos de convivência produtiva. Está na hora de a economia se integrar às demais disciplinas da ciência social. Falamos que o e, assim como o com estão substituindo o ou. Nada melhorque um momento de ebulição para darmos sentido à nossa missão de profissionais e cidadãos.
Há que respeitar a realidade e aí encontrar oportunidades para superá-la, mas comum sentido de futuro. Faremos isso na preparação e na realização do 35º. Conarh em 2009. Trata-se de um compromisso da ABRH.
Veja mais no site oficial do evento: http://www.conarh.com.br/